domingo, 22 de janeiro de 2012

“LARGANDO O DOCE”


LARGANDO O DOCE SOBRE A LAVAGEM DO BONFIM! E MAIS UMA VEZ...”DANDO LUZ A CEGO”, COMO BENGALA BRANCA DE SANTA LUZIA!
HÁ ALGUNS ANOS ATRÁS A LAVAGEM DO BONFIM ERA SÍMBOLO DE COMEMORAÇÃO, RELIGIOSIDADE, ANCESTRALIDADE, CULTURA POPULAR E PAZ. HOJE, JÁ PODEMOS PERCEBER DE FORMA EXPLÍCITA A COMPRA DE ESPAÇOS PUBLICITÁRIOS POR PARTE DOS PARTIDOS POLÍTICOS DENTRO DOS BLOCOS AFROS E AFOXÉS, COMO POR EXEMPLO, FILHOS DE GANDHY DENTRE OUTROS. VALE APENA RESSALTAR A LIMPEZA PARTIDÁRIA E PUBLICITÁRIA TRAZIDA PARA AS AVENIDAS DA CIDADE BAIXA, PELO BLOCO AFRO MUZENZA, QUE CONTAGIOU A TODOS DURANTE TODO O PERCURSO CANTANDO SEUS GRANDES SUCESSOS REGISTRADOS NA MEMÓRIA EMOTIVA DE CADA CIDADÃO SOTEROPOLITANO. TAMBÉM, VALE RESSALTAR, A “VOLTA DOS BURROS E CAVALOS” A LAVAGEM. UMA PROVA DE QUE A EDUCAÇÃO, CONCIENTIZAÇÃO E INSTRUÇÃO CONSEGUEM RESOLVER GRANDES CONFLITOS.
A SITUAÇÃO É TÃO ASSUSTADORA, QUE O TURISTA QUANDO CHEGA A FESTA DO SENHIOR DO BONFIM, PELA PRIMEIRA VEZ, ALÉM DE TER O FOCO ROUBADO PELOS ANÚNCIOS PARTIDÁRIOS EXIBIDOS EM GRANDES BOLAS DE AR E PLACAS EXPOSTAS EM PONTOS ESTRATÉGICOS NO DECORRER DO CORTEJO, AINDA É OBRIGADO A SE DEPARAR COM CENAS DE VULGARIDADES QUE APENAS REAFIRMA QUE A BAHIA RENEGA SUA REAL ANCESTRALIDADE AFROBRASILEIRA APARTIR DO MOMENTO EM QUE PERMITE QUE UMA EMISSORA DE TV, A TV ITAPOAN(APRESENTADOR SE LIGA! BOÇÃO) ISTALE UM POSTO MÓVEL DE TRANSMISSÃO PARA QUE DE FORMA DETURPADA EXIBA ALGUMAS BANDAS DE PAGODE COM SUAS LETRAS DE DUPLO SENTIDOS E EXTREMAMENTE VULGARES.
NÃO SEI QUAL SERIA A POSIÇÃO DO GOVERNO DA BAHIA (JAQUES WAGNER) NEM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA, NEM DE OUTROS ESTADOS COM RELAÇÃO A ESSA SITUAÇÃO DEPRIMENTE. PARECE-ME QUE ESSES GRUPOS MERCADOLÓGICOS ALÉM DE TEREM TOTAL DOMÍNIO NAS RÁDIOS FMS DE SALVADOR-BA, ENCONTRAM-SE DESCONTENTES EM TEREM SUAS MÚSICAS EXECUTADAS A CADA MINUTO.
 PARA DEMONSTRAR ESSA INSATISFAÇÃO INVADIRAM UMA FESTA DE TRADIÇÃO POPULAR DE CONOTAÇÃO AFROBRASILEIRA, COM REAL APOIO DOS EVANGÉLICOS.  OS QUAIS PREFEREM EMBURRECER A POPULAÇÃO EM SUA GRANDE MAIORIA, NEGRA, INDUZINDO O POVO A ACREDITAR QUE ORIXÁ SEJA DEMÔNIO E APROVEITANDO O EMBURRECIMENTO DA MASSA PARA LHES EMPURRAR POR TODOS OS ORIFÍCIOS A TAL MÚSICA QUE ESTIMULA A PUTARIA GERAL REALIZADA PELOS QUE SE PERMITEM ALIENAR-SE E VULGARIZAR-SE. APESAR, DA MÚSICA, TER UM PAPEL IMPORTANTE DE ESTIMULAR AS PESSOAS A SE ENCONTRAREM E GOZAREM ESFREGANDO-SE ENTRE SI. CREIO QUE NÃO CABERIA TAL EXPRESSÃO DIANTE DO SENHOR DO BONFIM (CATÓLICOS) E OXALÁ (CANDOMBLECISTAS).
APÓS SE TER UMA POPULAÇÃO TIPICAMENTE ALIENADA E ALIMENTADA POR UM PRODUTO MERCADOLÓGICO, FICA MUITO FÁCIL SE PENETRAR NA MENTE DE CADA UM DESSES POBRES CIDADÕES INTRODUZINDO CERTA TÉCNICA DE HIPNOSE CONVENCENDO ESSA MULTIDÃO, QUE POSSUI O SEXO COMO ALIANÇA E PONTO PRINCIPAL DE AFETIVIDADE E SIMPATIA, A, SE CONVERTEREM E A BATEREM PAÓ PARA RELIGIOSOS QUE NEM SEMPRE POSSUEM UMA REAL EVOLUÇÃO ESPIRITUAL E SABEDORIA (QUEREM APENAS ELEGER SEUS CANDIDATOS E ENGORDAREM SUAS CONTAS BANCÁRIAS).
MUITAS DAS VEZES COM APOIOS PARTIDÁRIOS E DE POLÍTICOS ENVOLVIDOS NESSAS DEPRIMENTES QUESTÕES. DIVERSIDADE E RESPEITO ÀS DIFERENÇAS JAMAIS PODERÁ SER CONFUNDIDO COM ABUSO, DETURPAÇÃO, MANIPULAÇÃO DE MASSA E APROPRIAÇÃO.
TALVÉS SEJA NECESSÁRIO OS GOVERNOS DISPONIBILIZAREM GESTORES EM PROJETOS (ACADEMICAMENTE BEM PREPARADOS E INTENCIONADOS) PARA IMPLEMENTAREM PROJETOS DE ARTISTAS QUE TENHAM IDÉIAS E INTUITO DE ENRIQUECER A BAHIA ATRAVÉS DE SEUS VALORES E SABERES AFROINDÍGENACIGANOSERTANEJOS. A GRANDE MAIORIA DOS FAZEDORES DE CULTURA E ARTISTAS EM GERAL NÃO POSSUI UMA QUALIFICAÇÃO A QUAL LHES PERMITA CONCORRER E TEREM SEUS PROJETOS APROVADOS, FICANDO A MERCÊ DOS EDITAIS DE CULTURA QUE NEM SEMPRE EXISTEM PROFISSIONAIS (COMISSÃO JULGADORA) APTOS E SENSÍVEIS A PONTO DE PERCEBER O QUE REALMENTE SEJA ARTÍSTICO E POSSUA UM REAL VALOR. REFLETINDO ASSIM, A VERDADEIRA RAIZ E ORIGEM DA NOSSA PROFUNDA BAIANIDADE NAGÔ.
OBS. É PRECISO CUIDADO E CAUTELA PARA QUE AS GRANDES EMPRESAS QUE DE FORMA INDEVIDA JÁ RECEBEM VERBA PÚBLICA PARA IDEALIZAREM PROJETOS LIGADOS A CULTURA E AINDA TEEM SEUS NOMES DIVULGADOS E SEUS PRODUTOS VENDIDOS E PROMOVIDOS... TAMBÉM GRANDES PROMOTERS LOCAIS DE PROJEÇÃO NACIONAL, NÃO SE APROPRIEM DESSA CULTURA PARA AUMENTAREM SUAS RIQUEZAS SOBRE TOTAL APOIO DOS GOVERNOS E PETROBRÁS. É PRECISO CAUTELA, PARA QUE ARTISTAS...  NÃO PRECISE ESTÁ EM SITUAÇÃO DE NÃO TER NEM DINHEIRO PARA PAGAR UM TRANSPORTE... INVISÍVEL PARA A BAHIA, PARA AS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE DO GOVERNO, MAS VISÍVEL PARA A INTELECTUALIDADE DE TRANFORMAÇÃO DO MUNDO. .



071 8701-3642 / 071 9622-8322
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MOÇÃO DE REPÚDIO BY O MULTIMÍDIA NAGÔ


Moção de Repúdio
Salvador, 30 de novembro de 2011.
Prezados Senhores,
Todos os delegados e suplentes eleitos nas conferências Setoriais realizadas, foram informados pela SECULT que o deslocamento Salvador/Vitória da Conquista, seria realizado as 07h00min do dia 30 de novembro. Replicando a informação do Staff da SECULT esta saída para IV Conferência Estadual de Cultura seria ”impreterivelmente” às 07h00min.
Cumprindo com tal determinação, o grupo de delegados e suplentes as 06h30min já se faziam presentes no local determinado por esta secretaria, Palácio Rio Branco- Praça Municipal de Salvador.  No período das 6h30min as 8h00min ficamos vulneráveis a ações que poderiam ir de encontro a nossa integridade física e moral. Só passamos a ocupar uma sala no prédio da Secult após a iniciativa de alguns do coletivo e reclamações dos demais. Ainda assim, nenhuma justificativa  referente a este atraso e descaso absurdo nos foi dada.
Através deste, externamos nosso repúdio deste descaso, sendo configurado como uma falta de respeito a nos fazedores da cultura. O “Governo para Todos Nós, se propõem a uma ação coletiva que fomenta um espaço para diálogo e reconfiguração das leis que regem a nossa cultura. Parafraseando o slogan do referido evento “Planejar é preciso?” Devolvemos este questionamento diante desta falta de planejamento que nos atinge.  Seria tal ação uma tentativa de desarticulação de nós pensadores invisibilizados   por nosso sistema?
Mas uma vez a fatia do bolo não esta sendo repartida de forma igualitária, para nós sobrou apenas o desrespeito, desconforto, descaso. São tantos DES , mas não desistimos de nos fazermos presentes na Conferência Estadual de Cultura para asseguramos as nossas propostas idealizadas para um melhor desenvolvimento da Cultura na Bahia já que estamos na Terra de Todos Nós.
Ass.
RITA MARIA VENTURE DOS SANTOS – RG. 05648754-14
JORGE DOUGLAS REIS DE ALMEIDA – RG. 0072934107
DJANIRA SILVA DA LUZ  -  RG. 720.295
VÂNIP SILVA OLIVEIRA  -  RG. 437266745
GLECIARA DE AGUIAR RAMOS –  RG. 0740949551
MATEUS DAMASCENO -  RG. 0868465402
DJANE MOURA CRUZ – RG. 0843255854
MARCELO CARDOSO DOS SANTOS  -  RG. 0939881500
LARISSA RODRIGUES PAES COSTA -  RG. 0949633984
CLARISSA CRISTINA OLIVEIRA GONÇALVES – RG. 2168005-10
LEDA MARIA ORNELLAS DE SANTANA – RG. 02245408-7
LUCIANA BALBINO DA SILVA  - RG.  12716832-02
ROBSON SANTOS DE MENEZES – RG.  159191025
VINÍCIUS SILVA DE ALMEIDA RG. 9772620-65
ANTÔNIO CARLOS DE J. DE REBOUÇAS – RG. 94685363
LUCIMAR OLIVEIRA SILVA – RG. 1.593.407-13
PATRÍCIA MARIA L. DE OLIVEIRA  -  RG. 4.415.226-60
SIDNEI DE ARGOLOSILVA – RG. 05320221-06
ROBSON SILVA SANTOS -  RG. 8815028-39

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

OBSERVATÓRIO DA CULTURA II BY O MULTIMÍDIA NAGÔ


VI CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA DA BAHIA

CONSOLIDAÇÃO DOS PLANOS DE CULTURA 

PLANEJAR É PRECISO 

EXPRESSÕES ARTÍSTICAS: CULTURA AFROBRASILEIRA (SETOR VI)
Foi um dia extremamente produtivo onde pudemos repensar nossas possibilidades juntos em consenso. Procurando falar e ouvir quando necessário e até mesmo dar apoio e espaço político ao outro na defesa dos interesses coletivos.

SUGESTÕES EM CULTURA AFROBRASILEIRA (SETOR VI):

1-      Que se implante Secretarias de Cultura nas cidades onde não possuem a instalação e permanência desse órgão. Como por exemplo, a cidade de Simões Filho, que segundo quilombolas, além de não possuírem Secretaria de Cultura, ainda sofre controle e monopólio por parte dos Evangélicos.
2-      Foi sugerido que nas próximas conferências, os seus interlocutores, utilizem histórias sobre a cultura afrobrasileira com mais conteúdo e profundidade.
3-      A criação de uma Associação ou Comissão Fiscalizadora dentro dos Terreiros para que fossem comprovadas e verificadas suas reais necessidades.
4-      Foi sugerido pelos Quilombolas, que, o repasse de recursos financeiros seja direcionado diretamente para as associações e não mais para as prefeituras. Pois, segundo os mesmos, a prefeitura em muitas localidades, não cumprem com suas obrigações.
5-      A criação de cursos de qualificação da mão de obra sob a supervisão de líderes das Comunidades Tradicionais.
6-      Uma Audiência Pública para fornecer um parecer sobre o resultado das sugestões que foram aprovadas pelo Estado.
7-      Criação de um portal na internet, onde os produtores e criadores pudessem expôr e comercializar seus produtos e serviços, sob a coordenação do Sr. Danyel Nagô França dos Santos.  Nome que foi citado em unanimidade.
8-      Dentre outras sugestões... conseguimos eleger uma representante quilombola.

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Fone: (071) 8701-3642
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

OBSERVATÓRIO DA CULTURA BY O MULTIMÍDIA NAGÔ



             IV CONFERÊNCIA Estadual de Cultura da Bahia 
Planeja é Preciso: Consolidação dos Planos de Cultura
 Expressões Artísticas: ARTES VISUAIS
Foi um dia intenso, nas mais diversas expressões artísticas, repleto de muitas idéias, impasses, resoluções, argumentações políticas, conflitos, divergências, apoio, união, clareza, desunião, encontros, cegueira, desencontros, controle, pessoas bem intencionadas, descontrole, força, politiqueiros, autoridades, pessoas mal intencionadas, agitação, tranqüilidade, cautela... Etc.
SUGESTÕES EM ARTES VISUAIS:
Foi sugerido que...
1-      Os Proponentes inscritos em editais como Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia, que forem aprovados como suplentes, possam ser respeitosamente direcionados e promovidos em outros espaços ainda geridos pela FUNCEB.
2-      Houvesse uma reforma nas gestões de todas as expressões artísticas, ou seja, que se demitisse e readmitisse novos funcionários nas mais variadas hierarquias. Evitando assim, os supostos favorecimentos de determinados proponentes que alguns até trabalham em entidades ligadas a rede pública.
3-      Se implementasse leis que obriguem os poderes públicos a adquirirem obras de artistas visuais, as quais seriam obrigadas a serem expostas ou permanentes em espaços como o METRÔ e a FONTE NOVA.
4-      Criássemos uma Mostra Internacional onde deixássemos de ser palco para artistas estrangeiros e passássemos a valorizar os velhos artistas e os novos artistas locais.
5-      Viabilizássemos um espaço em rede através da FUNCEB, para que desenvolvêssemos conversas em rede para alinhar novas possibilidades e priorizar trabalhos artísticos voltados para arte-educação.
6-      Criação por parte da FUNCEB, com acompanhamento do Conselho de Artistas Visuais e Delegados, de um site onde se pudesse difundir, divulgar e vender os trabalhos e a trajetória de velhos e novos artistas visuais da Bahia.
7-      Criação de catálogo impresso contendo material de artistas visuais e informações precisas e detalhadas sobre sua arte e seus respectivos trabalhos. Catálogo esse a ser distribuído gratuitamente em toda Rede Pública de Ensino e com a População em Geral. Principalmente aos artistas que se dispuseram ao IV CONFERÊNCIA Estadual de Cultura da Bahia. 
8-      Para que sejam fornecidas informações para artistas (proponentes) que não tiveram suas obras aprovadas (selecionadas) em determinados editais. Ou seja, para que seja dando um Feed Back para esses proponentes comunicando os porquês.
9-      Criação de um Sindicato da Classe. Acompanhado e também supervisionado pelos Conselheiros e pelos Delegados.
10-  Os Governos prestem atenção na REGULARIZAÇÃO DA PROFISSÃO DE ARTISTA PLÁSTICO OU DE ARTISTA VISUAL, principalmente para os que não possuem carteira assinada.


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terça-feira, 19 de abril de 2011

PARABÉNS SALVADOR-BA PELOS SEUS 462 ANOS

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A cidade de Salvador comemorou em 29/03/2011 seus 462 anos. Em 27/03/2011 a Prefeitura local disponibilizou o espaço público localizado na Praça Cayrú, ao lado do mercado modelo e de frente para os casarões históricos que compõem a paisagem de cartão postal da Bahia, juntamente com o monumento do Elevador Lacerda, para a realização do show de Ivete Sangalo. Mesmo show que foi realizado na cidade de New York no Madison Square Garden.
      Sendo que assistindo ao show, a própria cantora me fez refletir sobre algumas questões quando mencionou que a prefeitura havia lhe cedido à estrutura de palco e provavelmente, camarotes para o tal evento auto-promocional.
      Estive observando que a cantora sabiamente e através de mérito próprio estava bem assessorada patrocinadamente por três grandes marcas de segmentos distintos como: TAM, NOVA SKIN E SHOPPING IGUATEMI.
      O que havia chamado a minha atenção com relação a esse show foi o fato do palco ter sido montado muito próximo a uma área de risco. Onde seus prédios e casarões em grande maioria prestes a desabar, estavam a meu ver colocando em risco a vida da população que circulava no local e principalmente aos moradores de tais prédios e casarões habitados em sua grande maioria por prostitutas, comerciantes de bebidas, comerciantes de produtos ligados a pesca e do sexo em geral etc.
      Resumidamente pessoas que ainda vivem de certa forma em condições sub-humanas tendo muitas vezes que até dividirem suas noites de sono com ratos e outras pragas.

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      Tive a nítida convicção que o mundo realmente mudou e o foco mudou completamente para o privilégio e saúde do nosso povo. Os gerentes de marketing de grandes empresas e grandes produtos que tiverem olhos para ver que vejam e mudem a direção.
      A imagem de uma marca ou de um produto construído na base do carisma ou de uma ótima musicalidade nem sempre lhe traz um retorno positivo por muitos e muitos anos e nem por parte da opinião pública.
       Com relação ao show de Ivete Sangalo, foi a primeira vez que tive a oportunidade de assisti-la, após o sucesso na Banda Eva, com Alô Paixão, Adeus Bye Bye, Me Abraça e Me Beija dentre outras canções. Redescobri uma artista bastante profissional, querida e iluminada. Porém, com um repertório, a meu ver, extremamente confuso nas suas misturas de estilos e expressividades. Ainda assim, gostei muito dessa figura artística que me fez dançar, pular e sorrir.
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Em 26/03/2011, o Governo da Bahia também preparou um show dentro do projeto Espicha Verão 2011, que desta vez ocorreu na Praia da Ribeira, na Cidade Baixa, em trecho que faz parte da Península Itapagipana possibilitando uma reativação do comércio local e a diversão de baianos e turistas que compareceram para prestigiar artistas como: Carlinhos Cor das Águas, Banda Mametto, A Cor do Som, Banda Visgueira do Bira, Carlos Pita, Fred Menendez e outros.

Nossas problemáticas ainda são diversas e em algumas situações ficamos a mercê apenas de uma boa intenção política.

Fone:     (071) 8701-3642
Texto: O Multimídia Nagô - MTB-51.420/SP  (Profissional Desempregado e Sem Apoio Governamental)
          (Artista Multimídia e Cidadão do Mundo)
e-mail: danyelnago@yahoo.com.br


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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Música: Na Boca da Mata / Autor, Prod. e Intérprete: O Multimídia Nagô / Associado da UBC


Obs. Essa música já foi distribuída nas principais rádios do Brasil e de alguns outros países, principalmente do continente Europeu. Algumas rádios já estão executando essa música. Caso você que estiver lendo esse texto possua uma lista de rádios do seu país e possam me enviar os endereços, irá me ajudar muito na difusão da minha música, obrigado. Também estou aberto a propostas de outros produtores e a outras possibilidades artísticas. Caso você seja diretor de novelas, diretor musical, diretor cinematográfico e tenha interesse em ouvir a música no intuito dela representar alguma personagem em sua obra, por gentileza entre em contato.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Note This song has been distributed in major radio stations Brazil and some other countries, mainly from European continent. Some radio stations are already running this music. If you're reading this text has a list of radio stations in your country and I can send addresses, will be much help in the dissemination of my music, Thank you. I am also open to proposals from other producers and other artistic possibilities. If you are the director of soap operas, musical director, filmmaker and is interested in listening to her music in order to represent any character in his work, please contact us.
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e-mail:danyelnago@yahoo.com.br
55(071)8701-3642


terça-feira, 7 de setembro de 2010

A MÚSICA... NA BOCA DA MATA

A canção é de gênero: World Music, uma mistura de rítmos negros que podemos percebê-los a partir da introdução iniciada pelo instrumento Agogô rítmo Ijexá, seguido pelo som inconfundível da Guitarra dando uma presença bem Rock n´roll, passando pelo Funk, mantendo a base de Pop bem presente durante toda a música na batida da Bateria, o Contrabaixo segurando todo o peso da Bateria e registrando sua presença em alguns trechos solados. Já os Teclados marcando um solo mais dançante e mais próximo da nossa baianidade e concluindo com uma Percussão ímpar que permanece por maior parte do tempo na música dando a sua conotação afro e moderna com a comemoração final em batida de escola de samba, seguindo da Voz e da melodia diferenciada da canção que utiliza-se de algumas modulações onde a música troca de tom em determinada passagem da melodia. Em trecho falado com a participação do Menino Sinho do Mega Fone registrando a pegada do Hap. Trata-se de uma música de cunho exclusivamente cultural que saúda de forma explícita os 100 anos do Ilê Asé Opô Afonjá, Terreiro esse que abrigou vários intelectuais e autoridades pelo longo dos anos. Na figura de Mãe Stella, e do fotógrafo e antropólogo Pierre Verger, que passou pelo Afonjá e depois mudou-se para o Terreiro Ilê Asé Opô Aganjú, casa liderada pelo Babá Obaraí, onde até os dias atuais possue uma casa com a sua dgina (seu nome batizado no Candomblé) onde também é reverenciado.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MATERIAL DISTRIBUÍDO PELAS RÁDIOS DO BRASIL E DO MUNDO ---------> MÚSICA: NA BOCA DA MATA -----------> QUEM NÃO TEM PRECONCEITOS: TOCA!


 MÚSICA: NA BOCA DA MATA
AUTOR, PRODUTOR E INTÉRPRETE: O MULTIMÍDIA NAGÔ

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: GRUPO PRACATUM, ARRANJOS, DIREÇÃO MUSICAL, BACKING VOCALS, MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO.



Caixa de texto: A canção é de gênero: World Music, uma mistura de rítmos negros que podemos percebê-los a partir da introdução iniciada pelo instrumento Agogô rítmo Ijexá, seguido pelo som inconfundível da Guitarra dando uma presença bem Rock n´roll, passando pelo Funk, mantendo a base de Pop bem presente durante toda a música na batida da Bateria, o Contrabaixo segurando todo o peso da Bateria e registrando sua presença em alguns trechos solados. Já os Teclados marcando um solo mais dançante e mais próximo da nossa baianidade e concluindo com uma Percussão ímpar que permanece por maior parte do tempo na música dando a sua conotação afro e moderna com a comemoração final em batida de escola de samba, seguindo da Voz e da melodia diferenciada da canção que utiliza-se de algumas modulações onde a música troca de tom em determinada passagem da melodia. Em trecho falado com a participação do Menino Sinho do Mega Fone registrando a pegada do Hap.
Trata-se de uma música de cunho exclusivamente cultural que saúda de forma explícita os 100 anos do Ilê Asé Opô Afonjá, Terreiro esse que abrigou vários intelectuais e autoridades pelo longo dos anos. Na figura de Mãe Stella, e do fotógrafo e antropólogo Pierre Verger, que passou pelo Afonjá e depois mudou-se para o Terreiro Ilê Asé Opô Aganjú, casa liderada pelo Babá Obaraí,  onde até os dias atuais possue uma casa com a sua dgina (seu nome batizado no Candomblé) onde também é reverenciado. 


RELEASE







O Multimídia Nagô é um Artista Contemporâneo Pós-Moderno baiano, que foi radicado por 10 anos em São Paulo, onde desenvolveu inúmeros trabalhos como Modelo, Agente, e Ator Publicitário ligando sua imagem a grandes marcas, produtos e empresas tendo visibilidade e respeito em todo mundo.
Fez parte de Corais como: Fábrica, Luther King (Regido pelo italiano Martinho Lutero, cantando a Missa Criola), FESP-SP (Regido por Bia de Luca) e Coral ADNIPO ambos no período de 1 ano e meio aproximadamente.

Dirigido por Karin Ainouz, interpretou na Serie Alice para o canal HBO Latino América, personagem Artur. Personagem essa que vivencia um triangulo amoroso na trama, dando o Polêmico Primeiro Beijo de Língua da História das Séries Brasileiras.
Ainda em São Paulo fez parte de varios Movimentos Populares, como Movimento Negro, Movimento por Moradia dentre outros. Retornando a Salvador, consciente da grande problemática do preconceito e violência gerada em torno dos homossexuais de Salvador, gratuitamente emprestou sua imagem ao movimento GLBT, participando como cidadão da Parada Gay da Cidade Baixa e da Parada Gay da Bahia, onde veio em cima do trio elétrico causando frisson pelas avenidas do circuito afirmando assim a importância estética e cultural do seu Black Power, conscientizando a população menos esclarecida sobre o respeito que devemos ter com os diversos em prol de um mundo menos desigual. Também participou de alguns editais como: Prêmio de Fotografia Pierre Verger, Festival 5 minutos, Festival de Música Educadora FM, Apoio ao Desenvolvimento de Roteiro Irdeb etc... Atualmente continua dando prosseguimento ao seu trabalho de compositor, interpretando a música: NA BOCA DA MATA, gravada no Studio Pracatum, que nada mais é que um grito de liberdade contra a intolerância religiosa e um chamado em prol da paz mundial. Brotando da mãe terra através de nossos pés no chão e em sintonia com nossa Ancestralidade Nagô.     

Texto: O Multimídia Nagô – Mtb-51.420/SP       /       Fone: 55 (071) 8701-3642
e-mail:danyelnago@yahoo.com.br / http://omultimidianago.blogspot.com     http://www.youtube.com/user/omultimidianago

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SALVADOR-BA & LAURO DE FREITAS SOS ONU!!!!!


QUANDO A JUSTIÇA, O MUNICIPAL, O ESTADUAL E O FEDERAL PERDEM SEU VALOR.




A NATUREZA É FORÇA, ENERGIA VIVA, VIBRAÇÃO, PODER, ANCESTRALIDADE E MUITA LUZ. PARA SE MEXER COM DUAS FORÇAS TÃO PODEROZAS E INTENSAS, COMO A FORÇA DAS ÁGUAS E A FORÇA DA MÃE TERRA, É NECESSÁRIO SE TER MUITA PRUDÊNCIA.
PRINCIPALMENTE QUANDO SE CRIA PUBLICIDADES FALSAS CHEIAS DE PROMESSAS INFUNDADAS EM TORNO DE ALGO QUE COM TODA CERTEZA CHEIRA A MAIS OBRAS DE SUPERFATURAMENTO, SEGUIDAS DE DESAPROPRIAÇÕES INDEVIDAS QUE GERAM PREJUÍZOS CLAROS E EVIDENTES A GRANDE PARTE DOS NOSSOS HUMILDES E HONESTOS TRABALHADORES BRASILEIROS, MUITOS DESSES, PAIS DE FAMÍLIA QUE TÊEM COMO ÚNICA E PRINCIPAL FONTE DE RENDA O SEU TRABALHO COMO BARRAQUEIROS DE PRAIA.
QUANDO O TURISTA VEM PARA A BAHIA, ELE QUER CONHECER E VIVENCIAR A NOSSA CULTURA PELA SUA FORMA MAIS AMPLA E GLOBALIZADA. ENTRANDO EM  FAVELAS, INDO CONHECER AS ETNOCIDADES, A FORMA SIMLES E AO MESMO TEMPO SOFISTICADA DO NOSSO POVO, AS BELAS PRAIAS, MULTIPLAS RELIGIOSIDADES E ATÉ MESMO NOSSAS PROBLEMÁTICAS SOCIAIS.
COM BASE NESSA LINHA DE RACIOCÍNIO FICA CLARO O DESCASO COM O NOSSO POVO E PRINCIPALMENTE COM OS NOSSOS TRABALHADORES MAIS HUMILDES. MESMO PORQUE DENTRE ESSAS DIVERSAS BARRACAS DERRUBADAS EM SALVADOR, DUAS GRANDES BARRACAS QUE PARECEM MAIS RUSTICOS RESTAURANTES COM MÚSICA AO VIVO, NÃO FORAM DERRUBADAS. SEGUNDO AUTORIDADES LOCAIS ESSAS BARRACAS ENCONTRAM-SE FORA DO TERRITÓRIO DE AREIA  DA PRAIA, VÁ SABER.
APESAR DE TERMOS A CLARA CONSCIÊNCIA QUE POLÍTICO NENHUM VALE A ROUPA QUE LHE COBRE O CORPO, COM ALGUMAS POUCAS EXCESSÕES...
A PREFEITA DE LAURO DE FREITAS MOEMA GRAMACHO, FAZENDO NADA MAIS QUE SUA OBRIGAÇÃO,  ABRIU UMA AÇÃO CAUTELAR A FAVOR DOS BARRAQUEIROS INTERVINDO NESSA SITUAÇÃO SEM PÉ E SEM CABEÇA, QUE ESTÁ SENDO SUBMETIDO O NOSSO POVO QUE COMO TODO E QUALQUER CIDADÃO BRASILEIRO TAMBÉM PAGA IMPOSTOS, OS QUE PROVAVELMENTE NÃO SEJAM NADA BAIXOS.
TODOS OS JORNALISTAS COMENTAM EM NOTAS E NOTICIÁRIOS QUE FALTOU PLANEJAMENTO PRÉVIO POR PARTE DOS NOSSOS GOVERNANTES. ESSAS INFORMAÇÕES PROCEDEM, PORÉM NÃO APENAS PLANEJAMENTO, MAS TODO UM PROCESSO DE REEDUCAÇÃO AMBIENTAL E SOCIAL QUE DEVERIA TER SIDO CRIADO E EXECUTADO PRÉVIAMENTE E POSTERIORMENTE. TALVEZ SE HOUVESSE TIDO UMA PREOCUPAÇÃO ANTERIOR COM A EDUCAÇÃO, OS NOSSOS MARES ESTARIAM BEM MAIS LIMPOS EVITANDO ASSIM AS GRANDES RESPOSTAS DA MÃE NATUREZA ATRAVÉS DAS ENCHENTES, TEMPESTADES, DESABAMENTOS, FURACÕES, DENTRE OUTRAS MANIFESTAÇÕES QUE SÃO APENAS UMA RESPOSTA DADA PELO NATURAL.


sábado, 31 de julho de 2010

QUEM MANDA NA MATA É OXOSSI! E QUEM ORGANIZA A BAHIA, ONDE ESTÁ O RESPEITO PELO NOSSO POVO? NA DESOCUPAÇÃO OU NA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA?

Título e Foto: O Multimídia Nagô - Mtb-51.420/SP

19 MAIO 2009         http://somdoroque.blogspot.com


URGENTE, URGENTE... POSSÍVEIS DESAPROPRIAÇÕES NA CIDADE BAIXA, SALVADOR - BAHIA.


ESCANDÂLO !!!

Prefeitura de Salvador planeja demolições de casas...


entrevista com o secretário de Desenvolvimento Urbano sobre as possíveis desapropriações na cidade baixa, em salvador - bahia...

O secretário de Desenvolvimento Urbano Habitação e Meio Ambiente de Salvador, Antonio Abreu, em entrevista exclusiva na redação de Terra Magazine, em São Paulo, procurou esclarecer os planos da prefeitura para uma área de 324 mil metros quadrados, declarada de utilidade pública para fins de desapropriação. A faixa de terra está localizada na orla da Cidade Baixa de Salvador, que possui prédios tombados pelo patrimônio histórico e extensa faixa de casario.
Nesta entrevista, que pode ser conferida em vídeo pelo internauta (ver links abaixo), o secretário confirma a possibilidade de demolição de residências, para abrir o acesso à praia - mas descarta o uso de "precatórios". "As pessoas serão realocadas num raio pequeníssimo em relação aonde estão, indo pra um tipo de imóvel de uma qualidade muito superior ao que elas estão", garante Abreu.
A prefeitura publicou o decreto em 19 de março, antes de ter anunciado ou discutido qualquer projeto com a população da capital baiana (leia aqui). No futuro, desapropriações podem atingir imóveis situados entre a tradicional Feira de São Joaquim e a Praia da Boa Viagem.
Semana passada, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), considerou "estranho" o decreto da Prefeitura. "É muito estranho.... é muito esquisito.... Espero que não esteja ligado à especulação imobiliária", afirmou Wagner (leiaaqui).
Antonio Abreu rebate a suspeita do governador: "Eu acho (ele) que foi mal informado". O secretário diz que o projeto pretende "socializar" a orla de Salvador. Mas reconhece que não ouviu, oficialmente, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) - apenas se reuniu com o diretor regional, Carlos Amorim: "Eu não fui formalmente...".
Questionado por Terra Magazine quanto à inexistência de um corpo técnico especializado em patrimônio histórico e cultural que empreste massa crítica e poder formal e legal à Prefeitura, Abreu abre:
- À medida que a gente não tenha, a gente tem que buscar onde tem, percebeu? A nossa função... Nós somos os animadores do processo. A parte do patrimônio histórico? O meu parceiro é o Iphan. E o Ipac, instituição do governo.
Comenta também o fato de prefeitos e vereadores receberem financiamentos de empresários e depois retribuírem com espaços públicos (as já costumeiras e cíclicas elevações de gabarito):
- Mais ou menos isso. A gente sabe que é mais ou menos isso. O segundo é isso: nós temos os nossos legisladores, têm que ter a coragem e o respeito com o povo que os elegeu pra fazer, primeiro, uma reforma política de qualidade.
O secretário Antonio Abreu, ao ponderar, confessa algo que atravessa o Brasil de ponta a ponta, mas que é, tem sido desde há muito, problema gravíssimo em Salvador:
- O problema político (a retribuição dos "apoios" de campanha) não é um problema da prefeitura do Salvador. É um problema de Brasil.
Confrontado com questões sobre a ausência de planejamento urbano em Salvador, cidade marcada pela elevação do gabarito na Orla e pela expansão imobiliária em áreas com resquícios de Mata Atlântica (a exemplo da avenida Paralela), o secretário critica a posição do Ministério Público e afirma que o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) se empenha para corrigir os desvios na ocupação da capital.
Algumas das declarações centrais da entrevista:
1. Abreu justifica o decreto de utilidade pública, para fins de desapropriação: "É primeiro você congelar sua imagem. Nessa área aqui ninguém pode fazer nada, até que se conclua realmente dentro do prazo. Ela é temporal, tem um prazo de cinco anos para o decreto de utilidade pública pra fins de desapropriação, e nesse ínterim nós estamos desenvolvendo novos projetos."
2. "O ditador hoje é o Ministério Público. Esse é que hoje tem um caráter ditatorial... O Ministério Público tem que entender que é constitucional o licenciamento ambiental."
3. O secretário admite a possibilidade de a secular fábrica do industrial Luiz Tarquínio (1844-1903) ser demolida pela Prefeitura. "Se não for tombado historicamente e tudo, dentro do processo, sim", diz. Depois de um incêndio, o prédio se encontra em ruínas e virou depósito de containeres. Para o secretário, um campo de futebol, localizado na praia da Boa Viagem, é mais "emblemático" e "histórico" do que a fábrica que marcou o início da industrialização na Bahia: "Aquele campo de futebol é emblemático. Você não conhece um itapagipano que não tenha jogado ali".
4. Criticado por não ter aberto o projeto para discussão popular e restringi-lo a um grupo pequeno, ele argumenta: "Determinadas coisas são assim: corra na frente antes que alguém pegue. Eu acho que as ações como essa, que você vai mexer com gente grande, peixe graúdo, se a gente divulga um negócio desse..."
5. Abreu critica o "partidarismo" no debate sobre o desenvolvimento urbano de Salvador. Com essa ressalva, aceita discutir com "professores de Arquitetura, de Administração e de Economia" da Universidade Federal da Bahia que se alarmaram com o decreto municipal.
Abaixo, a íntegra da entrevista. Confira os vídeos. As imagens são da repórter Thais Bilenky.
Terra Magazine - Nós estamos aqui com Antonio Abreu, secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente da cidade do Salvador. Os leitores de Terra Magazine têm acompanhando o debate sobre um decreto do prefeito João Henrique (PMDB), que desapropria, talvez no futuro, 324 mil metros quadrados na região da orla da Cidade Baixa... 
Antonio Abreu - Entre o prédio da Petrobras e o forte do Mont Serrat.
Ao contrário de cidades como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, a prefeitura de Salvador não tem corpo técnico, não existe nenhum órgão efetivamente nomeado para discutir as questões de patrimônio cultural e histórico. Como é possível sinalizar a desapropriação de uma área riquíssima do ponto de vista cultural e histórico, sem que a cidade disponha sequer de um corpo técnico habilitado para que isso seja discutido?
Em realidade, a prefeitura tem um corpo técnico. Nós temos a Fundação Mário Leal Ferreira, que é exatamente a produtora, nossa indústria de projetos. E, também, temos hoje uma afinidade, uma proximidade, um colóquio administrativo com o Iphan, que é o órgão federal do patrimônio histórico. O doutor Carlos Amorim tem nos dado um apoio irrestrito em todos esses projetos que nós estamos desenvolvendo.
Eventualmente, não.
Não, eu quero dizer o seguinte: desde janeiro, quando nós realmente nos conhecemos, até hoje, todas as decisões são compartilhadas, inclusive em pacto com órgão de cultura do Estado. Todas as decisões nossas foram unânimes até este dia. Deixa eu tentar explicar o que é isso, em relação a esse decreto de desapropriação. Salvador, há muitos anos, não tem um projeto de caráter estruturante. Todas as intervenções de caráter urbanístico em Salvador são pontuais. Vamos para além: a Paralela...
Vamos deixar claro para quem não conhece: é uma cidade hoje absolutamente estrangulada, com várias de suas vias e eixos engarrafados, e se libera a construção de tudo quanto é coisa em tudo quanto é lugar... Vamos deixar claro: como é o sistema de eleição, em Salvador, há décadas? Os empreiteiros, os empresários ajudam a eleger o prefeito, ajudam a eleger a Câmara Municipal, que depois pagam aqui e ali, sem nenhum projeto... A cidade não anda, não caminha. E os moradores da cidade sabem disso.
Em relação ao aspecto político, essa coisa toda, eu não queria, realmente - você me permita -, entrar nessa seara. Eu gostaria de discutir tecnicamente as coisas, e a nível de Salvador e de futuro.
Só pra alertar ao internauta que as coisas se mexem exatamente na política...
Só para pontuar um pouco: na eleição do prefeito João Henrique, nós tivemos uma contra-máquina. Quer dizer, a alimentação que você coloca nos favorece do ponto de vista do Estado, do PT...
Mas contou com o ministério da Integração Nacional, do ministro Geddel Viera Lima.
Perfeito. Eu tô falando do plano de... Foi de uma grande importância no processo da eleição do prefeito João Henrique, porque Salvador estava estrangulada. O governo do PT, em realidade, estava no governo João Henrique, depois saiu do governo João Henrique e nós ficamos órfãos. Sem qualquer tipo de recurso e investimento de caráter estruturante. Porque tapar buraco e essas coisas... A prefeitura de Salvador sempre foi refém do Estado. Quando Antonio Carlos Magalhães era governador, quando (Antonio) Imbassahy era prefeito... então Salvador sempre dependeu, e depende até hoje do Estado. Mas vamos para o aspecto da (avenida) Paralela, especificamente. Foi um dos últimos grandes projetos feitos em Salvador... Antigamente se dizia: "minha nossa Senhora, que avenida!"... O baiano sempre pensou realmente pequeno...
Mas como é possível ter um PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) sem que essas coisas sejam discutidas? Quem é de Salvador sabe que é tudo a toque de caixa... Os interesses imobiliários se sobrepõem e a cidade tá se estrangulando... 
Na semana passada o prefeito assinou o decreto...
Não foi empossado ainda (o corpo técnico). 
Não. Tem que definir as pessoas e essa coisa toda. Mas veja só o seguinte: é natural, porque o mercado imobiliário puxou o crescimento da cidade. Aí você tinha Itapagipe, o (bairro do) Comércio completamente estrangulado. E eu trabalhei no Comércio muitos anos. Era algo pulsante, dinâmico. E aí o Comércio começou a se esvaziar em função dos novos shoppings, de novas estruturas de comercialização, de novas posturas mercadológicas. Foi, foi, foi e minguou. Você, há uns cinco anos atrás, tinha o Comércio... Era um tabu, hoje é diferente, porque, efetivamente, o Comércio está voltando novamente...
Obviamente, existe o interesse de investimento, pessoas que já estão se preparando para tanto. A pergunta é a seguinte: por que essas coisas não são discutidas com os órgãos, não são discutidas com a população? É sempre a toque de caixa. 
Isso é uma coisa curiosa. É por isso que hoje... Qual é a linha pragmática da secretaria de Desenvolvimento Urbano? Nós queremos ver Salvador... (
pega um papel) Você tem aqui a Baía de Todos os Santos, e aqui a Orla Atlântica... Essa (orla) daqui (da baía) está realmente depauperada, entendeu?
Está depauperada porque o Estado e a prefeitura não cuidam... 
A discussão é a seguinte: efetivamente, os governantes nunca se preocuparam com isso. Estavam sempre pontuando determinadas ações. Ações, diga-se de passagem, algumas delas até de uma irresponsabilidade irrestrita em função do voto. E tem um detalhe interessante: 70% de Salvador é favela. Quem é, quem foi - desculpe a expressão que é um pouco chula - o "macho" que chegou a dizer: 'você quer invadir? Então peraí: vamos organizar a invasão'. Ninguém fazia isso. Porque isso significava perda de voto. Aí vinha aqui dizendo: 'o pessoal montou lá, não é bem assim não...'. Efetivamente, nós somos uma cidade pobre, porque a ocupação social, ela aconteceria de qualquer sorte. Mas que se organizasse isso...
Mas não só não organizou, como o poder público não cuidou. E depois vem aquele discurso: "Ah, tem aspecto de borracharia..." 
Vamos falar primeiro da utilidade pública, que é do que trata esse decreto de agora. É primeiro você congelar sua imagem. Nessa área aqui ninguém pode fazer nada, até que se conclua realmente dentro do prazo. Ela é temporal, tem um prazo de cinco anos para o decreto de utilidade pública pra fins de desapropriação, e nesse ínterim nós estamos desenvolvendo novos projetos. Eu vou dar dois grandes exemplos pontuais do que aconteceu em função da desapropriação: o Parque das Dunas, na Praia do Flamengo, ali perto do aeroporto. Não sei em qual governo, mas foi considerado de utilidade pública para fins de desapropriação em função da expansão do aeroporto e do parque ecológico. Isso tem décadas. Termina os cinco anos, o que o pessoal faz? Cria um outro decreto, mudando a poligonal, mas deixando...
O que aconteceu?
Aconteceu que, no ano passado, o prefeito criou o Parque das Dunas numa zona de preservação das Dunas da Restinga.
Vamos falar do parque, da lagoa do Abaeté: é um lugar com assaltos diários...
Não estou falando do Abaeté, estou falando do Parque das Dunas.
Mas é um cartão postal, tem assaltos diários, ninguém cuida, ninguém toma conta...
Se nós não tivéssemos feito esse decreto, ali (Parque das Dunas) já seria uma favela ou uma ocupação...
Quando se fala em favela, são seres humanos que estão morando ali.
E tem invasão de colarinho branco... Tem invasão de rico e de pobre. O maior volume de invasões que nós temos em áreas estratégicas, de caráter realmente grande, é de colarinho branco.
O colarinho branco pode ser uma invasão feita de outra forma. Ela é feita de acordo com o poder, o jogo político.
Isso... Quando você fez isso, nós congelamos essa área. Penso o seguinte: o Estado é incompetente para administrar qualquer coisa, realmente, de grande dimensão. Porque não tem estrutura, não tem dinheiro... ainda tem a política, o cidadão que vem vai brigar porque o outro fez e deixa para lá, o que vai acontecer? O que se tem que fazer? Tem que chamar a sociedade para participar...

terça-feira, 15 de junho de 2010

NOSSA BAIANIDADE NAGÔ ESTÁ EM FESTA NOS 100 ANOS DO AFONJÁ!!!


 Nossa baianidade Nagô está em festa nos 100 anos do Afonjá... A Assembléia Legislativa da Bahia, situada no Centro administrativo de Salvador-Ba, por iniciativa do deputado Bira Corôa, presidente da Comissão Especial de Promoção da Igualdade, em 11 de junho de 2010 na plenária da A.L. por volta das 09:30hs da manhã, juntamente com o Dr. Itamar então presidente da Sociedade Cruz Santa (Ilê Asé Opô Afonjá), dentre outros palestrantes ilustres e com o acompanhamento de enúmeros Babalorixás, Yalorixás, Filhos e Filhas de Santos de outros Templos e Terreiros de Candomblé e Umbanda do Brasil, estiveram firmes, fortes e juntos nessa grande celebração do nosso povo do Candomblé. Vale frisar a respeitosa presença de Yalorixás filhas do Terreiro Ilê Asé Jitolu, como podemos destacar Mãe Helenice, líder do Terreiro Asé Omim J'oba. Apesar do Afonjá não ser a casa de Candomblé mais antiga do Brasil, tem uma importância histórica, religiosa, artística e política dentro do nosso cenário ético cultural. Pelo Terreiro Afonjá passaram Mãe Aninha, Mãe Bada, Mãe Senhora, Mãe Ondina e atualmente é liderado pela yalorixá que mais vem se renovando e se reinventando nos últimos tempos: Mãe Stella de Oxossi. Espero que esse espírito de festejos sirva para unir cada vez mais o povo do Candomblé e não para nos separarmos como terreiros, templos e nações. 



55 (071) 8701-3642 / 55 (071) 3489-0822

e-mail: danyelnago@yahoo.com.br
Texto: O Multimídia Nagô - Drt - 2066/BA - Mtb - 51.420/SP

                                     (Artista Multimídia e Cidadão do Mundo)

domingo, 2 de maio de 2010

A DISNEY ACORDA PARA O COMÉRCIO DA IMAGEM NEGRA! DISNEY AWAKEN TO TRADE BLACK IMAGE

Primeira princesa negra da Disney estréia este ano


Tiana é a primeira princesa negra da Disney. A estréia está prevista para o final deste ano. O longa intitulado A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog), se passa no bairro francês de Nova Orleans, uma forma do estúdio apoiar a reconstrução da cidade, destruída pelo furacão Katrina. A história acontece na época do nascimento do jazz. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements, diretores de A Pequena Sereia, Aladin e Hércules. A dupla foi trazida de volta ao estúdio após a Disney adquirir a Pixar. No momento em que os afro-americanos estão ocupando lugar de destaque nos EUA, Tiana será a protagonista de "A Princesa e o Sapo", cuja estréia nos EUA está prevista para 11 de dezembro.


A história de A Princesa e o Sapo é descrita como um conto de fadas às avessas e é baseada num conto russo. Tiana será uma jovem garçonete e chef talentosa cujo sonho é ser proprietária de um restaurante. Mas sua vida muda ao beijar um sapo e se transformar em rã. Com isso, começa uma viagem para encontrar a cura. O longa é um conto baseado em “A princesa enfeitiçada“, um romance para adolescentes escrito por E.D. Baker e que se passa na Nova Orleans da década de 20. O filme marca o retorno da Disney aos musicais, com uma trilha sonora de Randy Newman (Oscar em 2002 por "Monstros S.A.") e tem o famoso jazz de Nova Orleans como referência, e à animação tradicional (2D)
Tiana se junta ao grupo de oito princesas que geraram mais de três bilhões de dólares em vendas desde 1999, quando foram reunidas na marca de maior crescimento da empresa. A nova personagem faz parte da diversidade étnica iniciada com Jasmine, a primeira princesa não caucasiana, que estreou com Aladin em 1992. Em seguida vieram a indígena Pocahontas e a chinesa Mulan. As novas personagens também têm fugido da característica básica da princesa que espera um príncipe para solucionar seus problemas. Embora as histórias sempre envolvam um grande romance, Jasmine quebra a tradição de um casamento arranjado por razões de estado e Mulan não só vai para a guerra em lugar do pai como salva a China de uma invasão.
POLÊMICA
O site do jornal britânico The Independent publicou um artigo sobre o caminho de polêmicas percorrido por A Princesa e o Sapo, o primeiro filme em animação 2D do estúdio desde Nem Que a Vaca Tussa. Uma das grandes jogadas do filme é que ele trará a primeira princesa afro-americana da Disney, fato que está rendendo discussões em grupos mais conservadores e dores de cabeça à Disney. A versão original de A Princesa e o Sapo (que se chamava na época A Princesa Sapo) teria como protagonista Maddy, uma criada negra que trabalhava para uma mimada debutante sulista. Maddy seria ajudada por uma fada madrinha que na verdade é uma feiticeira de vodu para ganhar o coração de um príncipe branco, após ele tê-la resgatado das garras de um mágico de vodu.
Os grupos politicamente corretos criticaram o primeiro tratamento da história, alegando que a personagem principal era um papel clichê que mostrava uma personagem negra como serva e com ecos de escravidão. Além disso, o nome Maddy soava muito como “Mammy” - nome empregado para chamar as escravas negras.
Temendo maiores protestos, a Disney reformulou o filme, mudando até mesmo o título e o nome da heroína. Esta agora se chama Tiana, um jovem de 19 anos que vive em um país que nunca teve uma monarquia. Ela deve viver “feliz para sempre” com um companheiro que não é negro - segundo rumores ele é do Oriente Médio e se chama Naveen. A etnia do vilão também teria sido supostamente mudada. Apesar de todas as mudanças, o filme ainda está planejado para fazer sua estréia em dezembro de 2009.
As princesas da Disney foram o espelho para milhões de meninas e adolescentes desde que, em 1937, a Branca de Neve apareceu pela primeira vez. Hoje, os estúdios Disney, através da fabricante de brinquedos Mattel, possuem uma linha de desenho, moda e decorações com esses personagens como protagonistas, que deram à companhia lucro de US$ 4 bilhões em escala mundial.
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um estado d´alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Piedade), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Roha na Praça Castro Alves) e na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela)

Matéria copiada do Blog do Gutemberg - DRT-BA 761 .